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A partir do 4º Século depois de Cristo, Constantino, imperador Romano, oficializa o Cristianismo como a religião do império. Quem não se converte-se ao Cristianismo não teria as benesses do império. A partir daí, principalmente no ocidente, desenvolveu-se uma visão sobre a redenção divina construída com uma base em uma lógica forense judicial: Deus é juiz, o ser humano é o réu pecador condenado à pena do inferno, morte eterna, Jesus Cristo, o filho de Deus encarnado é o advogado de defesa, que intercede a favor do réu, cumpre a pena no lugar do réu, para que o réu tenha a oportunidade de se juntar ao gozo celestial. Assim o céu é uma experiência após-morte. 

Com base nesta lógica forense judicial têm-se construído um discurso sobre a redenção do homem, que em vez de, verdadeiramente o redimir, o tem matado. Ainda hoje, na maioria das igrejas cristãs, permanece essa lógica. 

Esta lógica favorece a manipulação e leva as igrejas a seres mercantis, tendo Deus e a bíblia como um produto, desenvolvendo um relacionamento de custo / benefício e obrigações / Causa e Efeito. É o terreno que favorece os falsos apóstolos e as falsas doutrinas.

A Internet é a Babel moderna!

Em Génesis 11 lemos a história da tentativa da construção de uma torre gigante na mega-cidade que depois lhe foi dado o nome de Babel. Ao invés do homem se espalhar pela terra e se multiplicar, dando uso ao instinto natural de sobrevivência, por ordem Divina, o homem decide não acatar essa ordem e concentra-se nessa mega-cidade. A convergência estava na linguagem, todos falavam a mesma língua, não havia limites para o que o homem intentava fazer. 

Até que Deus intervém e confunde as línguas, os povos se afastaram e o impedimento linguístico fez atrasar o que hoje estamos novamente a viver. A unicidade da comunicação sempre foi o grande desafio do homem após Babel, o homem não desiste de a tornar real, uma das pessoas que contribuiu nesse sentido foi Alexandre, o Magno de Macedónia. A língua Grega foi usada como plataforma pelos Romanos, inclusive o pensamento e a hermenêutica Romana teve como base o Grego. 

Este texto cita alguns sinais de alerta, de como uma igreja que começa bem, torna-se numa seita ou, usando uma palavra mais moderna, uma “tribo”.

Talvez alguém possa pensar: “que declaração forte.”

Outros poderão pensar: “Lá vem mais um lavar de roupa suja, cuspir no prato que comeu, devemos deixar para Deus julgar, vamos falar de coisas boas...”

O politicamente correcto é concordar com o pecado. “Os quais, conhecendo a justiça de Deus, que são dignos de morte os que tais coisas praticam não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.” (Rom.1:32). 

Jesus quando andou por cá, ele não foi “politicamente correcto”, ele tocou com o dedo na ferida dos doutores da lei, dos Fariseus e dos Saduceus que contaminavam o coração do povo. O Evangelho detesta injustiças, mas ama a justiça e a verdade, não podemos defender a justiça e a verdade calados, impávidos e serenos. Tudo de bom que a sociedade conquistou, custou sangue e suor, assim sendo, discordo com alguns colegas meus, que escolhem estar calados, serenos e só falar de coisas boas, dos versículos cor de rosa. 

O conselho de Gamaliel tem sido muito mal interpretado, este conselho vem descrito em Actos 5:32-40, quando a certa altura ele diz: “ Se esta obra é de homens, se desfará, mas se é de Deus, não podereis desfazê-la...”

É desta frase que as seitas se alimentam, para se justificarem diante da tribo. Temos que entender que este conselho é circunstancial, Deus usou esta frase para que os discípulos do Senhor não fossem presos. Esta frase não é doutrina de Jesus Cristo, pois se assim fosse, então o Budismo, o Hinduísmo, a Bruxaria e até o próprio diabo já tinham-se desfeito. 

“Haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas, e na terra angustia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas, homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto as virtudes do céu serão abaladas. E então verão o Filho do homem, numa nuvem, com poder e grande glória.”   (Lucas 21:25-27)

"E tornarei as vossas festas em luto, e todos os vossos cânticos em lamentações (...) e farei que isso seja como luto de filho único, e o seu fim como dia de amarguras (...) enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem de sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor (...)correrão por toda a parte buscando a palavra do Senhor, e não acharão”. (Amós 8:10-12)

O primeiro texto, são palavras de Jesus Cristo, o segundo do profeta Amós. Para além destas citações, existem mais ao longo das Escrituras, em que, claramente o mundo vai experimentar uma aflição tão grande, que ela não terá origem externa, mas interna. Vem do mais profundo íntimo do ser humano, a angustia. Ela está a tornar-se a causa que mais mata, pior que o cancro ou outra qualquer epidemia que a terra já conheceu. Actualmente, ela dá origem a cada 40 segundos uma morte por suicídio. No entanto, quem não se suicida, morre todos os dias um pouco mais.

O ano do jubileu acontecia de 50 em 50 anos: “Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos”. 

(Levítico 25:8). Ou seja, sempre no quinquagésimo ano. Os principais objectivos desse ano especial separado por Deus era que o povo vivesse um ano de libertação, isto é, um ano de perdão de dividas. 

O propósito é que a riqueza não se concentrasse em poucas pessoas. 

As regras eram simples, seguem algumas:

1º A terra que usavam pertence a Deus. Assim ninguém poderia reclamar donos de território. Deus deu a terra e exigia que aproveitadores não fossem beneficiados, que houvesse respeito pela terra e pelo direito de todos de usufruir dela de alguma forma, inclusive os escravos. 

2º As pessoas deviam voltar as suas possessões iniciais: Deus havia dado a terra prometida e repartido entre as tribos de Israel. Transacções comerciais aconteciam e vendas de terras eram comuns, mas no ano jubileu tudo deveria voltar aos primeiros donos. Com isso Deus impedia especulações e acumulação de património, que enriquecia alguns para dominar outros, explorando pessoas. (Levitico 25:13

3º O preço das transacções deveria obedecer ao número de anos que ainda faltava para chegar ao ano do jubileu. Se faltasse muito, o preço seria mais caro, se faltasse pouco, mais barato. (Levitico 25:14-17).