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“Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura de Cristo” (Ef.4:13). 

À medida que vamos conhecendo a Deus, vamos gostar de muitas coisas, mas também vamos detestar outras. Para entender melhor o que acabei de afirmar, quero dar o exemplo do meu relacionamento com a minhas esposa. 

Quando vi a Célia pela primeira vez, fiquei completamente apaixonado por ela, sem conhecer absolutamente nada sobre ela, no entanto, o sorriso dela, a cara, o brilho dos olhos, aquela boca linda, toda a fisionomia, tudo nela me atraiu, e fiquei com aquela imagem no meu coração, dia e noite. Fiz de tudo, para me aproximar dela, fiz de tudo para que alguém, amigo, me apresentasse...para encurtar uma longa história, que deu muita luta, consegui finalmente falar com ela, muito pouco, apenas uma apresentação formal, poucas palavras, um olá, o apresentar de nomes, um cumprimento formal. Fiquei muito contente com este pequeno encontro inicial...a imagem dela não saía da minha cabeça, dia e noite, estava pela primeira vez, verdadeiramente apaixonado. O que é que sabia dela? Apenas o nome e pouco mais. 

Seja feita a tua vontade...(Mt.6:9-13)

Na oração do Pai Nosso, Jesus nos ensina como devemos orar, não para que seja uma oração repetitiva, mas pelos princípios que ela nos transmite. 

Quero pegar o princípio: “Seja feita a tua vontade”.

A maioria dos cristãos sofrem com esta questão: “Qual é a tua vontade?” Todos queremos saber qual a vontade de Deus para as nossas vidas, quase que, como uma espécie de saber o futuro. O ser humano tem um certo fascínio pelo futuro. 

Durante muitos anos, eu, também fui assim, mesmo como cristão, passei muito tempo a pedir a Deus: “Mostra-me a tua vontade, qual é a tua vontade?” Até que, ao passar destes anos todos, fui aprendendo algo que passo a partilhar com o leitor. 

Cheguei à conclusão, ao ler a bíblia, com ajuda do Espírito Santo e com a experiência dos anos que passam, que a maioria de nós, abordamos de forma errada este assunto.

Uma das maiores promessas do Evangelho de Cristo, a Ressurreição de Mortos!

Abraão foi justificado pela fé em Deus. “Pois, que diz a escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.” (Romanos 4:3)

Abraão viu o dia de Cristo, quem o disse foi o próprio Jesus: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se” (João 8:56). 

Abraão ouviu o evangelho de Cristo: “Ora, tendo a escritura previsto que Deus, havia de justificar, pela fé, os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti”. (Gálatas 3:8

O apostolo Paulo diz que “através do evangelho, descobrimos a justiça de Deus...” (Rom.1:17)

Todo o homem que crer no evangelho de Cristo é justificado diante de Deus pela fé, assim sendo, seus pecados são perdoados e tem a vida eterna. (Rom.5:1-2)

Ao ouvirmos o evangelho de Cristo, descobrimos promessas maravilhosas: A primeira promessa é a vida eterna com Deus, a todos os que crêem no evangelho de Cristo: “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais o nome de Filho de Deus”. (I João 5:13). 

A segunda grande promessa do evangelho de Cristo é a ressurreição. Todos aqueles que, pela fé no evangelho de Cristo crêem, no dia de Cristo, serão ressurrectos para toda a eternidade. A vida eterna sem a ressurreição não é completa.

Estou assustado!

Porque a evangelização é fraca, o modo como estamos a explicar o evangelho de Cristo às pessoas, está idêntico, ao modo como os Judeus faziam prosélitos. O que é um prosélito, é um gentio convertido ao judaísmo. Jesus referiu-se a isso em Mateus 23:15- “ Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra, para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do que vós”.

Fiz duas sondagens a cristãos: a primeira pergunta dizia: “Achas que o cristão pode perder a unção de Deus?” 70% para o Sim e 30% para o Não.  A segunda pergunta dizia: “Para entrar no Reino de Deus ou para herdar a vida eterna, Só há um caminho, que é a obediência a Deus”. 73% para verdadeiro e 27% para falso.

Assim sendo, esta sondagem assusta-me muito, fica a dúvida: Estamos nós, cristãos, a evangelizar correctamente? Estamos a converter verdadeiros cristãos ou “prosélitos cristãos”? Será que esta geração de cristãos está mesmo salva?

Estamos a assistir a um dos maiores ataques à santidade de Deus. O mesmo espírito que vimos no tempo da construção da torre de Babel (Gén.11). O espírito deste mundo é maligno e odeia Deus, no entanto este espírito não entra sem que o permitimos. Adão e Eva foram os primeiros a permitir, o resultado foi devastador! 

O espírito deste mundo (o diabo) tem como alvo perverter tudo o que Deus estabeleceu como princípios espirituais para prosperidade humana. No princípio Deus criou o homem à sua imagem, macho e fêmea os criou e os abençoou e deu-lhes uma instrução: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra”...(Gén.1:27-28). Quando chegamos a Babel que foi o inicio da Babilónia, a mãe da idolatria e da rebelião do homem, vemos que o propósito do maligno sempre foi incutir no coração do homem o espírito de rejeição a tudo o que Deus mandou fazer...Deus sempre mandou espalhar e encher a terra, mas o maligno quer o oposto, quer ficar no mesmo lugar, Deus quer que frutifiquemos e nos multipliquemos, o maligno quer o aposto, quer que não façamos filhos. É por isso que caminhamos para um governo único, uma única moeda, uma única religião, esse é o espírito do anti-Cristo. 

Apesar do maligno ser o “príncipe deste mundo”, ele não é o rei. Como já mencionei, o maligno apenas faz o que faz, porque o homem permite e porque Deus assim, também o permite. Ao ler o livro de Job, um homem temente a Deus, sincero e recto (JOB 1:1), Deus permitiu que o diabo fizesse da vida de Job, uma vida miserável, por um período de tempo (Job 1:10-12).  Não só Job perdeu o que perdeu por acção do diabo, mas também, porque Deus permitiu que o diabo o fizesse. Não sei os porquês, mas que permitiu, isso permitiu. O próprio Job tinha uma fraqueza, ele vivia cheio de medo, de algo de mal poderia vir acontecer, e de facto aconteceu...(Job 3:25-26).