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Nós, cristãos, andamos ávidos por querer ver o mundo da política e o mundo artístico convertido ao cristianismo, "queremos influenciar o mundo".

Os políticos do mundo ocidental já perceberam o nosso alvo e subtilmente o usam, para promoção e eleição a presidentes ou a primeiros-ministros. Existem empresas especializadas na análise de comportamentos, usando a tecnologia e as redes sociais, países como os EUA e o Brasil têm sido alvos de estudo por parte dessas empresas, geridas pelo verdadeiro poder oculto, que sempre reconheceram a importância dos cristãos, mas mais ainda agora, reconhecem a importância dos cristãos evangélicos. 

Fenómenos recentes como o do presidente Trump, o Bolsonaro e também na Europa com o caso da Itália, são fruto de um trabalho ideológico em curso, e muitos cristãos não estão a reconhecer isso, e olham para a montanha pelo lado errado. 

Um exemplo simples é o mundo dos animais, os ocidentais têm uma estima muito grande por animais de estimação, na Europa, se não fosse o fenómeno dos migrantes, os europeus corriam o risco de extinção, pois preferem adoptar animais do que terem filhos. Como é que essas empresas ajudam partidos políticos a obterem votos dessas pessoas? Colocando pessoas que prometem apoiar e criarem leis para protecção dos animais. Essas empresas ajudam a encontrar, dentro do aparelho partidário, alguém que sabe comunicar, que é carismático, que tenha um bom número de seguidores nas redes sociais, ajudam a melhorar as técnicas de comunicação, e assim, passa a existir uma grande probabilidade de se conseguir muitos votos para o partido. 

Um outro exemplo, agora este mais sério, tem a ver com a relação dos cristãos com a política. O mesmo princípio se aplica, a campanha política do presidente Trump foi inteligentemente bem montada, as igrejas e principalmente os cristãos evangélicos, não conseguem separar as águas dos assuntos morais e dos assuntos de governação, e essas empresas sabem disso, elas descobriram que os assuntos morais preocupam os cristãos, assuntos como a pedofilia, o racismo e xenofobia, homossexualismo, ideologia de género, Israel e o médio oriente, a emigração, o terrorismo, corrupção do lado financeiro, a criminalidade e respectiva insegurança.

Nos EUA e agora, também no Brasil, esta questão moral é muito forte, estou a lembrar-me do presidente Clinton, que foi um dos presidentes que conseguiu levar os EUA ao mais alto ponto de prosperidade, mas que foi, cilindrado com o caso da Mónica. 

Porque é que estes assuntos morais são tão importantes para os cristãos , porque a maioria acredita, que são a causa da nação estar amaldiçoada, então, a solução passa por banir e combater com leis todo este tipo de pecados carnais como: homossexualidade, pedofilia, ideologia de género. O racismo e a xenofobia, é outro problema para muitos cristãos, pois acreditam, que por causa de certas raças, dos usos e costumes, a nação está amaldiçoada.  

Este tipo de terreno, é o terreno fértil para aparecem pessoas como o presidente Trump, que se apresenta como um patriota, cristão, ao lado dos lideres religiosos que estão na media, com a bandeira dos EUA e de Israel por detrás, com discursos pró-Israel, prometem dar voz à igreja, ressuscitando também, o espírito do racismo e da supremacia branca, estados como o sul dos EUA, onde isso é pregado e promovido nos púlpitos das igrejas.  Estas empresas conseguiram o que queriam.

No tempo da Alemanha, na segunda guerra mundial, a maioria dos alemães frequentavam a igreja, os soldados de Hitler e o próprio, eram assíduos. 

A nossa fixação mórbida pelos assuntos morais, são armas excelentes nas mãos dessas empresas para manipulação.

Eu pergunto a mim mesmo: “Qual a diferença do pecado de uns para o pecado de outros?”

Eu sei que o pecado não é todo igual, e que as consequências são diferentes. Mas a verdade, é que todos nós chumbamos na moral, quem é a pessoa que pode dizer que tem uma moral irrepreensível? Ninguém. Pois é o mesmo que a bíblia diz: “Todos pecaram, não há ninguém que faça o bem”. 

Com tudo isto, ninguém discute os verdadeiros assuntos de uma governação, esses sim, deveriam ser discutidos. 

Falo da Justiça, da Educação, da Saúde, da Economia (Sustentabilidade) e da Segurança pública. Este último, eu acredito que um país deve ter um exército bem treinado e armado, bem como polícias treinadas e equipadas no combate ao crime, no entanto, a segurança pública não deve ser tratada com armas e muito menos armar o povo, mas sim com assistência nas áreas da: educação, atendimento ao pobre e saúde, qualidade no atendimento nas instituições públicas, acesso à informação correcta, sem engano, que as pessoas possam saber como agir, instrução e treinamento da população a vários níveis, por exemplo, ensinar a constituição e as leis nas escolas, deveria ser obrigatório. Se lermos a bíblia com atenção, no velho testamento, verificamos que uma das “obrigações dos pais” era o ensino da lei de Deus aos seus filhos. Sabendo as leis, sabemos como agir. 

Onde andam as reformas na justiça, na educação, na saúde? A justiça é um dos pilares para a construção da prosperidade, mas ninguém quer discutir isso, na verdade a maioria dos candidatos não entendem a justiça, nem a educação, nem a economia. 

Mas ainda vou mais fundo, isto não tem melhoras, porque as trevas rejeitam a luz (João 1:1-12).

Se os cristãos querem mesmo mudar o mundo, então, vamos fazer o que o nosso Senhor nos mandou fazer: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura, quem crer será salvo, quem não crê será condenado” (Marcos 16:15). No evangelho de Cristo encontramos o poder de Deus para a salvação de todo o homem (Romanos 1:16-17). 

Podemos mudar o curso deste mundo e os seus sistemas políticos? Não, não podemos, porque o mundo já tem seu destino traçado. Mas podemos mudar os corações de pessoas e mudar os seus destinos finais. A vida eterna com Deus!