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Terá Deus falhado na criação do homem? Porque é que Deus criou Lúcifer?

Em primeiro lugar, poucos sabem que o mal sempre existiu, mesmo antes da queda de Satanás e da do homem como antítese conceitual do bem.

Deus é o padrão da santidade e a santidade é o padrão de Deus. Deus é o padrão de Deus. Nesse sentido, o mal existia como alternativa abstracta e conceitual, pois tudo quanto Deus era em expressão concreta de sua santidade, determinava a existência do mal como conceito alternativo, oposto à maneira real de Deus ser. Donde concluímos que o “bem real” é eterno como expressão da santidade de Deus, mas que o “mal conceitual” também é eterno como antítese do “bem real”.

Em segundo lugar, o mal moral já existia antes da queda do homem na forma da desobediência, perversão e soberba de Lúcifer, anjo decaído de seu original estado de perfeição angelical (Ez.28:14-15 / Is.14:12-15).

Em terceiro lugar, Deus não cria robôs, máquinas de executar a sua vontade. E isso certamente inclui o homem na sua livre vontade de ser o que quer ser. Deus criou o homem para louvá-Lo, mas esse louvor seria ridículo, se o homem fosse um androide. Por isso, Deus nos deu livre arbítrio, liberdade para escolher. No entanto, não há liberdade que se caracterize como tal, sem critérios e sem referências. No caso do homem, essa disposição de louvar a Deus por vontade própria tinha de ser demonstrada. O amor que não é provado não se revela plenamente. A obediência que não é testada não se revela em forma maravilhosa de fidelidade.

Deus, então determina um mandamento para a referência da obediência e da livre vontade do homem. O mandamento é simples, o objecto posto como referência é mais simples ainda, porém os efeitos oriundos da desobediência seriam trágicos, porque revelariam o livre desejo de “viver para o eu” ao invés de “viver para Deus”. E, pois, assim, que Deus determina: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gén.2:16-17). 

Mas o homem não estava só na sua decisão de obedecer ou não a Deus. Mostra-nos a bíblia que Lúcifer entra em cena com intento destruidor e de, junto consigo próprio, arrastar também o homem para o estado de rebelião e desobediência. A inteligência de Lúcifer se fez notória na narrativa da queda do homem. Os argumentos são da mais alta inteligência e subtileza. 

Vejamos como ele formulou a sua tentação: “É assim que Deus disse: não comereis de toda a árvore do jardim?”. Primeiro Lúcifer afirmou o que Deus havia dito um mandamento: “É assim que Deus disse”. Depois ele sugere a dúvida no que Deus disse, acrescentando uma interrogação “não comereis de toda a árvore do jardim?”. O mandamento não estava a ser atacado frontalmente, mas, sim, sendo colocado em dúvida. 

O mais perigoso de todos os métodos de ataque contra a verdade e indução para a mentira está na dúvida que se possa colocar no pressuposto da verdade. O que Lúcifer propôs não foi colocar o mandamento em dúvida na (causa/efeito): “se dele comeres morrerás...”, mas sim no oposto: “não morrerás, pois sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”. Lúcifer retira o medo ou o temor da morte e mostra a recompensa que terão: “sereis como Deus...”. 

Foi tão subtil que a mulher fala do que Deus nunca disse:”nem tocareis...”

A proposta de autonomia e da soberba foi forte, é a proposta de viver para si em vez de viver para Deus. Pois este é o fruto agradável à vista, que fez com que a mulher comesse e desse a comer. Este ato de desobediência foi o que desencadeou todo este sistema de morte reinante no mundo, a cobiça concebida no Éden é a mesma que caracteriza o consumismo dos nossos dias. 

Nos dias de hoje, a verdade da palavra de Deus é atacada constantemente com este tipo de subtiliza. Lúcifer consegue tirar o foco da causa/efeito e leva-nos ás propostas do suposto bem. Um dos exemplos que mais se discute hoje é a homossexualidade, sabemos que a santidade de Deus não permite, mas hoje, subtilmente a tentação vai no sentido de que: “Eles não querem que sejas feliz” ou “Deus te ama como tu és” ou aínda “Deus te fez assim, ele sabe... portanto desfruta da tua sexualidade e sê feliz”. Esta é a proposta. Ela não confronta a santidade de Deus frontalmente, mas sim põe em dúvida. O mesmo se coloca a todo o tipo de mal, pecado e abominação aos olhos de Deus. A dúvida! “Será...e se não for...será que Deus pensa assim? Eles não querem que sejas feliz, porque se comeres, serás como Deus.” 

Muitos de nós achamos que Deus falhou. E você? Você que é pai, você que é mãe, pergunto-lhe: onde falhou? Nem todos os nossos filhos são iguais, mesmos pais, mesma educação, resultados diferentes. Onde falhamos? Nossos filhos não são robôs e ao casarem muita coisa muda. Novas ideias, novos costumes, novas maneiras de pensar, novas propostas. No fim do dia, é o livre arbítrio que conta. Cada um irá dar contas, sim, porque Ele pedirá contas das decisões que tomamos. Ele nos propõe a vida e o bem , e a morte e o mal. A proposta está na mesa para ambos os casos e porque Ele nos ama, sugere que escolhas a vida e o bem. Como? “Que andes nos seus caminhos, e que guardes seus mandamentos” (Deut.30). Porém se te deixares seduzir pela morte e pelo mal as consequências elas são claras e Deus nunca as ocultou.