geral@igrejalighthouse.com

A Internet é a Babel moderna!

Em Génesis 11 lemos a história da tentativa da construção de uma torre gigante na mega-cidade que depois lhe foi dado o nome de Babel. Ao invés do homem se espalhar pela terra e se multiplicar, dando uso ao instinto natural de sobrevivência, por ordem Divina, o homem decide não acatar essa ordem e concentra-se nessa mega-cidade. A convergência estava na linguagem, todos falavam a mesma língua, não havia limites para o que o homem intentava fazer. 

Até que Deus intervém e confunde as línguas, os povos se afastaram e o impedimento linguístico fez atrasar o que hoje estamos novamente a viver. A unicidade da comunicação sempre foi o grande desafio do homem após Babel, o homem não desiste de a tornar real, uma das pessoas que contribuiu nesse sentido foi Alexandre, o Magno de Macedónia. A língua Grega foi usada como plataforma pelos Romanos, inclusive o pensamento e a hermenêutica Romana teve como base o Grego. 

Babel foi vencida pelo surgimento da Internet. A Internet é a comunicação que hoje converge a população mundial. A Google é uma ferramenta incrível, que converge a linguagem mundial, qualquer dia, traduz também em sotaque de cada povo e região. 

O desenvolvimento tecnológico criou aquilo que muitos falam de: “ambiente quântico”, o atravessar paredes, o telé-transporte é algo que hoje é uma realidade, iniciou-se com o fax, as SMS, o envio de E MAILS, que hoje está a ficar obsoleto. A imagem, o envio de vídeos, a comunicação instantânea, apenas com um click, tudo se movimenta neste ambiente quântico da física. 

O nosso cérebro é uma máquina quântica e foi pelo estudo do nosso cérebro que surgiram os computadores. Este ambiente desenvolve algoritmos de discernimento humano, cada vez mais, o sistema sabe o que você deseja e o que você procura. É interessante que quando você estabelece um perfil ou faz uma busca no Google, logo aparecem mensagens e anúncios de tudo o que você procurou saber.  

Somos seres emocionais e de afectos, e nós, em nome de um amor emocional e afectivo fazemos loucuras, temos surtos emocionais e afectivos, aos poucos, sem nos apercebermos, já entramos no mundo da inteligência artificial, os androids, a empatia com a máquina é grande, a máquina fala-nos. Há pouco tempo fui de comboio a Lisboa e vi algo que é o dia a dia de muitos, agarrados ao telefone, uns a jogar, outros a verem filmes, enfim, a nossa droga é a tecnologia. Já estão a desenvolver algoritmos emocionais e afectivos, para que os androids e os IOS falem consigo. Já lêem a sua face, qualquer dia perguntam a si: “Está tudo bem contigo, estou a sentir que hoje tu não estás bem, estás inseguro?”. Eles vão discernir-nos pelo nosso histórico e até que brutalmente passam a dar conselhos e a influenciar nas decisões. 

Ora isto gera um conforto excepcional, faz com que nós a desejamos cada vez mais. Eu diria que os animais domésticos têm os seus dias contados. Porque a empatia pela máquina é cada vez mais forte. Conforto e Prazer é a promessa da felicidade que a tecnologia nos promete, fica irresistível ao ser humano. Actualmente os animais ainda vão dando algum conforto, pois a amizade com os seres humanos já era.

Com esta inteligência artificial chegamos à engenharia genética, as tendências de género!

Durante a história da humanidade sempre houve homossexuais, cerca de 8% da população mundial teriam essa tendência, e assim foi durante séculos. Mas actualmente, de há 50 anos para cá,  houve uma explosão na tendência, que ramificou para a questão de género, a escolha do sexo. Hoje, esta questão nas camadas mais jovens, a partir dos 12, 13 anos, não é vista como um escândalo. E porquê? O que é que aconteceu à humanidade? De onde vem este aumento? Porque é que as novas gerações não se escandalizam? Muitos cristão dirão: “É o fim dos tempos”, outros dirão: ”é o diabo, temos de orar e expulsar ou amarrar o demónio.” 

Nós mexemos com os ciclos naturais do instinto do homem, que Deus criou e que a sociedade alterou e perverteu.

Por exemplo: O Instinto materno, as mulheres não querem mais ter filhos, e quando os têm, o instinto materno é apenas moral, uma obrigação porque parece mal, mas o ser mãe, o instinto de amor de mãe, o cuidado, a educação, o desejo de ser mãe, o desejo de ser a mulher do seu marido morreu nesta sociedade líquida. 

A humanidade já não valoriza gerar filhos, antigamente as mulheres quando chegavam aos 12,13,14 anos, já menstruadas, estavam prontas para gerar filhos, o homem e a mulher casavam-se bem cedo, até porque todo o ciclo hormonal quer da mulher quer do homem está ao rubro em idade tenra. A sociedade montou um sistema que mata, acaba com o instinto natural do homem, o sistema de educação de hoje, está montado de forma que adia cada vez mais o casamento, só depois da universidade, só depois do mestrado, já quando o pessoal tem cerca de 30 a 35 anos é quando pensam em casar para constituir família, ora isso mata o interesse de ter filhos, o homem e a mulher começam a pensar em outras coisas, em outras experiências e desejos.

O instinto natural do homem morre pelo conforto. As pessoas não sabem mais sobreviver. Se faltar luz ou Internet numa cidade, as pessoas, saem à rua desesperadas e começam a roubar. Porque já não sabem viver sem luz, sem Internet, sem o Telefone 4G ou 5G. Não sabem como se alimentar, obtendo da terra o que comer.

As pessoas, por conforto, preferem as máquinas, não havendo instinto materno, os homens podem ter filhos, sem precisar de uma mãe. Esta nova geração já viu isso com clareza, e é por isso que, para eles essa questão de género não os preocupa, não é assunto de discussão. A tecnologia promete-lhes isso sem a preocupação de compromisso e responsabilidade.

O mundo sem instinto natural é um mundo sem amor.  

Só que, a promessa deste conforto mais tarde se tornará numa tribulação sem precedentes! Mais uma vez vemos: "Não há limites para o que o homem intenta fazer."