Estou assustado!

Porque a evangelização é fraca, o modo como estamos a explicar o evangelho de Cristo às pessoas, está idêntico, ao modo como os Judeus faziam prosélitos. O que é um prosélito, é um gentio convertido ao judaísmo. Jesus referiu-se a isso em Mateus 23:15- “ Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra, para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do que vós”.

Fiz duas sondagens a cristãos: a primeira pergunta dizia: “Achas que o cristão pode perder a unção de Deus?” 70% para o Sim e 30% para o Não.  A segunda pergunta dizia: “Para entrar no Reino de Deus ou para herdar a vida eterna, Só há um caminho, que é a obediência a Deus”. 73% para verdadeiro e 27% para falso.

Assim sendo, esta sondagem assusta-me muito, fica a dúvida: Estamos nós, cristãos, a evangelizar correctamente? Estamos a converter verdadeiros cristãos ou “prosélitos cristãos”? Será que esta geração de cristãos está mesmo salva?

Uma das maiores promessas do Evangelho de Cristo, a Ressurreição de Mortos!

Abraão foi justificado pela fé em Deus. “Pois, que diz a escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.” (Romanos 4:3)

Abraão viu o dia de Cristo, quem o disse foi o próprio Jesus: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se” (João 8:56). 

Abraão ouviu o evangelho de Cristo: “Ora, tendo a escritura previsto que Deus, havia de justificar, pela fé, os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti”. (Gálatas 3:8) 

O apostolo Paulo diz que “através do evangelho, descobrimos a justiça de Deus...” (Rom.1:17)

Todo o homem que crer no evangelho de Cristo é justificado diante de Deus pela fé, assim sendo, seus pecados são perdoados e tem a vida eterna. (Rom.5:1-2)

Ao ouvirmos o evangelho de Cristo, descobrimos promessas maravilhosas: A primeira promessa é a vida eterna com Deus, a todos os que crêem no evangelho de Cristo: “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais o nome de Filho de Deus”. (I João 5:13). 

A segunda grande promessa do evangelho de Cristo é a ressurreição. Todos aqueles que, pela fé no evangelho de Cristo crêem, no dia de Cristo, serão ressurrectos para toda a eternidade. A vida eterna sem a ressurreição não é completa.

No evangelho de João, no capitulo 17 encontra-se uma das últimas orações de Jesus Cristo, onde ele pede ao Pai que todos aqueles que já são dele, sejam um, como ele o é com o pai... (Vers.21). Agora o que mais me surpreende é o que vem no versículo 22 e 23, que passo a escrever: “...E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim”.

Esta unidade que Jesus pede ao Pai para que aconteça, não é a unidade com todas as religiões e credos no mundo, como por exemplo, o ecumenismo. O ecumenismo é o que o papa, líder da igreja católica, tem na sua agenda como alvo a atingir, e que muitas igrejas protestantes estão a cair nesta ratoeira do diabo, a união de todas as religiões e credos. Não foi isso que Jesus pede ao Pai, mas sim, Ele pede ao Pai, que os que são dele (todos os que crêem Nele, que nasceram de novo pela fé) sejam um.

Por isso o pedido de Jesus é direccionado aos que pela fé crêem no evangelho de Cristo e herdam a vida eterna em Cristo Jesus. A esses sim, que sejam um.

Estamos a assistir a um dos maiores ataques à santidade de Deus. O mesmo espírito que vimos no tempo da construção da torre de Babel (Gén.11). O espírito deste mundo é maligno e odeia Deus, no entanto este espírito não entra sem que o permitimos. Adão e Eva foram os primeiros a permitir, o resultado foi devastador! 

O espírito deste mundo (o diabo) tem como alvo perverter tudo o que Deus estabeleceu como princípios espirituais para prosperidade humana. No princípio Deus criou o homem à sua imagem, macho e fêmea os criou e os abençoou e deu-lhes uma instrução: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra”...(Gén.1:27-28). Quando chegamos a Babel que foi o inicio da Babilónia, a mãe da idolatria e da rebelião do homem, vemos que o propósito do maligno sempre foi incutir no coração do homem o espírito de rejeição a tudo o que Deus mandou fazer...Deus sempre mandou espalhar e encher a terra, mas o maligno quer o oposto, quer ficar no mesmo lugar, Deus quer que frutifiquemos e nos multipliquemos, o maligno quer o aposto, quer que não façamos filhos. É por isso que caminhamos para um governo único, uma única moeda, uma única religião, esse é o espírito do anti-Cristo. 

Apesar do maligno ser o “príncipe deste mundo”, ele não é o rei. Como já mencionei, o maligno apenas faz o que faz, porque o homem permite e porque Deus assim, também o permite. Ao ler o livro de Job, um homem temente a Deus, sincero e recto (JOB 1:1), Deus permitiu que o diabo fizesse da vida de Job, uma vida miserável, por um período de tempo (Job 1:10-12).  Não só Job perdeu o que perdeu por acção do diabo, mas também, porque Deus permitiu que o diabo o fizesse. Não sei os porquês, mas que permitiu, isso permitiu. O próprio Job tinha uma fraqueza, ele vivia cheio de medo, de algo de mal poderia vir acontecer, e de facto aconteceu...(Job 3:25-26). 

Em que ficamos? Jesus aboliu a lei ou não? A lei de Deus ainda é para hoje, ou não precisamos mais de praticá-la? São dúvidas de alguns cristãos e também motivo de intensa discussão. 

Antes de exprimir o que creio sobre este assunto, preciso de lembrar que, é importante para os cristãos, crerem nestes 3 pontos fundamentais e que não podem ser negociados: primeiro ponto, todos os 66 livros da bíblia, apesar, de terem sido escritos por homens, foram divinamente inspirados (II Tim.3:16); em segundo lugar, Deus não é Deus de confusão (I Cor.14:33), e também não é homem para que minta (Numeros 23:19); em terceiro lugar, o que Deus falou e está registado nos 66 livros, foi para ontem, é para hoje e eternamente (Hebreus 13:8), isto é, Ele não muda.

Assim sendo, podemos partir com esta fé, de que: Os 66 livros, são a palavra de Deus inspirada, e que não existem contradições. Deus colocou a sua palavra acima de todo o seu nome. Não se pode negar a si mesmo. (Salmos 138:2).

Com respeito à lei de Deus, a lei é santa, é mandamento, é justa e boa, quem o diz, é o ap. Paulo na sua carta aos (Romanos 7:12).

Jesus Cristo veio cumprir a lei e ele mesmo disse, que a lei não pode ser anulada, "até que o céu e a terra passem"...(Mateus 5:17-19).

As supostas contradições, na minha opinião, surgem de erro de interpretação das escrituras. Uma delas vem em (Lucas 16:16) que diz: “A lei e os profetas duraram até João: desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele”. Mas depois as pessoas não continuam a ler, logo a seguir diz: “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei”. (Lucas 16:17).