Muitas vezes oiço esta expressão: “Quero tanto servir a Deus, se eu pudesse, deixava o meu emprego para servir a Deus”, ou então, “O meu sonho é estar livre para servir a Deus”. 

Pensar que, para servir a Deus é necessário deixar o emprego ou de nos livrarmos, de seja o que for, é pensar errado.

Outro erro, é pensar, que servir a Deus é apenas na igreja como: diácono, presbítero, músico, pastor, etc. Sim é serviço a Deus, mas este tipo de “servir a Deus” na igreja, NÃO É PARA TODOS, mas somente para poucos, pois as condições que Deus pede são exigentes e estão de acordo com II Timóteo 3. A maioria dos crentes não reúne estas condições. Mas quem reúne, de facto, podem se habilitar a servir a Deus como: diácono, presbítero, bispo, pastor, músico, etc.

E então, e os restantes crentes que são a maioria, como podem eles servir a Deus, quais são as condições que devem reunir para servir a Deus? 

Todos podem servir a Deus na sua ceara

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque, na sepultura, para onde tu vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma.”   Eclesiastes 9:10

“E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Mas, quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há distinção de pessoas”. Colossenses 3:23-25

É com muito temor que escrevo este texto, sobre um assunto tão sério, líderes endemoninhados.

É possível cristãos estarem endemoninhados? e os líderes cristãos, será possível operarem debaixo de influência de Satanás? A resposta infelizmente é SIM. 

A bíblia relata vários episódios sobre este assunto. Irei mencionar alguns, temos o exemplo do rei Saúl e também do rei David. Ambos tiveram momentos que estiveram debaixo de influência demoníaca, a tal ponto, que trouxeram amargas situações por resolver. Em ambos os casos, estamos a falar de líderes, neste caso, de Reis, lideres de uma nação.

Também temos outros exemplos, do apostolo Pedro, que, por momentos, falou debaixo de influência de Satanás, a tal ponto que Jesus teve a necessidade de repreender, não a Pedro, mas ao próprio Satanás, que falava pela boca de Pedro. “Ele porém voltando-se , disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; Porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens”. (Mateus 16:23) 

Outra pessoa que ficou possuída foi Judas Escariotes. “Entrou, porém, Satanás, em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze” (Lucas 22:3) 

“Temos que estar debaixo da nuvem, é perigoso estar fora da nuvem”.

“Quem sair debaixo desta nuvem, fica por contra própria”.

“Vamos à igreja, porque precisamos desta protecção apostólica sobre a nossa vida, quem sair desta protecção fica por conta própria, sujeito a problemas e maldições”.

Estas e outras expressões idênticas são com alguma regularidade ouvidas em vários púlpitos de igrejas. Faz alguns anos que surgiu um conceito nas igrejas, principalmente, nas igrejas ditas pentecostais e neo-pentecostais a ideia de “pai espiritual” ou “estar debaixo da nuvem do ministério”.  Aliado a isso surgem títulos de autoridade tais como: apostolo, reverendo, pai espiritual, patriarca, etc...a ideia é que alguém é o líder e pai de todos, usam o exemplo do velho testamento, que existia o profeta de Deus que representava Deus aqui na terra e todos tinham que dar ouvidos ao profeta, o tal, chamado de “homem de Deus”. 

No meu último texto do meu blog, com o título: “Esta ideia de alguém achar que foi chamado por Deus para mandar nos outros, como se fosse um “pai espiritual” é falsa e perigosa!”

Quis fazer uma chamada de atenção ás famílias cristãs sobre algo que é extremamente falso e perigoso, de seguirmos alguém que se acha com a chamada de Deus para ser um “pai espiritual” ou “apostolo e patriarca de todos”. É perigoso para ambos; para quem segue alguém assim e para quem se acha assim.

A minha intenção não é atacar a “pessoa” quem tem título de apostolo, patriarca, pai espiritual ou qualquer outro título. A minha intenção é combater o “espírito” errado e muitas vezes diabólico que está por detrás do assunto. O meu desejo é que ambos os casos, ao lerem os meus textos possam de algum modo, despertar para esse erro, e arrepender e mudar de rumo. O arrependimento é o acto mais nobre de um homem, e não, como muitos querem fazer parecer, uma fraqueza ou um acto de vergonha, pelo contrário, o arrependimento de nossos erros e pecados leva-nos a patamares de grandiosidade, inclusive, o arrependimento para a salvação, leva-nos à vida eterna com Deus, portanto não tenhas vergonha de admitires que estás errado. 

Eu cresci numa igreja que acredita que se praticarmos boas acções ganhamos o Céu. Quanto mais boas acções e quanto melhor formos como pessoas, mais merecedores somos do Céu e da bondade de Deus. Uma espécie de conta bancária com débitos e créditos, cada boa acção é um crédito, cada má acção é um débito, e se a conta ficar negativa, então, estamos completamente perdidos.  Só que este evangelho falso proliferou para todo o lado, já não é só um evangelho que se prega na igreja católica, mas também em igrejas ditas “evangélicas”. Este sentimento de boas obras está entranhado e em parte muito nas lideranças. O resultado deste falso evangelho é mau, primeiro quem acredita assim não está salvo, pois há muitas “boas pessoas” que fazem muitas boas obras e acções, mas estão a caminho da perdição eterna, o próprio Jesus disse: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demónios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. (Mateus 7:22,23)

Em segundo lugar, o fruto de acreditarmos neste falso evangelho são as comparações, as comparações têm sido o veneno nas igrejas, e isso é obra morta.